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História sobre as Artes Decorativas em Portugal

Maria Santos

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historia artes decorativas em Portugal

Artes Decorativas em Portugal

Em Portugal existe um património abundante de exemplos dentro das Artes Decorativas que vai desde o mobiliário à ourivesaria, da talha à azulejaria, dos vidros aos têxteis, das cerâmicas ao metais que foram evoluindo ao longo dos séculos.

São reconhecidas pela historiografia da arte internacional como três das mais relevantes artes decorativas portuguesas que sobressaíram durante os séculos XVII e XVIII, quer em espaços sacros, quer em civis:

Talha Dourada

Arte de Talha. Foto @Paulo Juntas

Arte de Talha. Foto @Paulo Juntas

A arte da talha alcançou a sua maior expressão máxima entre 1690 e 1790 na época barroca, hoje em dia é uma arte proeminente no campo das artes de produção nacional.

A talha dourada é uma técnica escultórica e simples pois permite transformar um determinado espaço numa área de requinte e exibicionista, em que a madeira é talhada (esculpida) e posteriormente envolvida por uma película de ouro.

Por ser uma arte muito específica encontra-se relacionada no perfil da decoração interna de igrejas, catedrais, salões nobres em palácios e edifícios públicos.

Principalmente associada à arquitectura, para a realização desta técnica, eram necessários vários artesãos, desde o escultor e o entalhador até ao dourador cumprindo as orientações de um mestre (pessoa responsável ao cliente que tinha que cumprir um contrato rigoroso).

No século XIX, esta arte perde o seu valor ao tornar-se cópia de modelos passados, acabando por desaparecer.

Embutidos de pedraria policroma

A produção portuguesa de embutidos de pedraria policroma manifestou-se em primeiro lugar por intermédio da conjugação de mármores, brechas e calcários e fingidos nos finais dos anos Seiscentos e inícios de Setecentos a nível europeu.

Com forte evidência nas afinidades técnicas, plásticas e tipológicas das artes importadas de Itália, a produção nacional é definida pelo material em que os artistas portugueses, assim como quem soube interpretar os contornos, adaptaram para Portugal com traços próprios.

Estes executaram retábulos de mármores para as capelas funerárias que fundavam, ou em igrejas, permitindo relacionar a arte na perspetiva decorativa e ilustrativa com a arquitetura abrangente, assim como outras artes que qualificam o espaço sacro barroco.

Azulejaria

 

Exemplo de Azulejaria

Exemplo de Azulejaria

A utilização dos revestimentos azulejares é comum a outros países tais como Itália, Espanha, Turquia, entre outros.

Mas é em Portugal que assume especial relevância na criação artística e decorativa pelo seu uso, que foi aplicado durante cinco séculos sem interrupções.

Esta paixão pela Azulejaria em Portugal deve-se pela forma de a aplicar e pelo modo como foi compreendida não apenas como arte decorativa, mas também como atualização de estilo e imaginação.

Os primeiros azulejos vieram nos finais do século XV de Sevilha e serviram para revestir as paredes de palácios e igrejas evoluindo a indústria acompanhando os vários estilos artísticos.

As caraterísticas dos azulejos são de extrema importância: impermeabilidade, resistência, estabilidade das cores, fáceis de limpar, assim como a sua estética que intervém na organização dos espaços.

Os procedimentos das novas Artes Decorativas

Mala by Odetes.com

Mala by Odetes.com

As novas Artes Decorativas são constituídas por procedimentos de artigos decorativos através de artes manuais, associam trabalhos decorativos e úteis realizados manualmente com o princípio de que cada trabalho é inédito, original e pessoal.

Neste sentido é impossível voltar a fazer um trabalho igual e são essas as particularidades que tornam as peças e trabalhos um sucesso pois resumem-se a muito tempo investido na imaginação e projetos pormenorizados.

São cada vez mais os praticantes de Artes Decorativas a tempo inteiro que produzem peças verdadeiramente especiais, que começam também a ocupar espaços em prateleiras de lojas conceituadas por todo o país, uma vez que o tipo de produção vai contra a corrente das grandes cadeias de lojas que produzem artigos iguais em massa.

É possível transformar a capacidade criativa e paixão por uma (ou mais) técnica em produtos com alta qualidade e valor, que aproximam o artesão do seu público-alvo e assim criar um negócio sustentável.

Artes Decorativas como passatempo

As actuais Artes Decorativas podem também assumir a forma de um passatempo, uma paixão e fonte de prazer cada vez mais procurada por praticantes comuns que, desta forma, contribuem para o desenvolvimento social, cultural e pessoal ajudando a desenvolver a imaginação e melhorando a auto-estima.

Os materiais utilizados nas Artes Decorativas

A configuração e decoração dos diferentes tipos de trabalhos de artes decorativas incorporam uma variedade de materiais como o vidro, madeira, cerâmica, metal, têxtil, entre outros, muitos deles conjugados e transformados em obras decorativas que são destacadas pela sua beleza estética, assim como pela sua utilidade final.

As artes decorativas estabelecem uma diversidade de pontos de vista de pesquisa e reconhecimento dos trabalhos, da forma como é inserida socialmente e do entendimento público.

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Co-Founder do projecto ArtesDecorativas.com. Amante de Artes Decorativas e Crafter desde 2003.

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